A revenda de email funciona bem até um cliente querer tratar de alguma coisa sozinho. Criar uma caixa de correio, repor uma palavra-passe ou perceber por que motivo uma mensagem foi devolvida são pedidos pequenos que acabam todos na sua caixa de entrada, porque não existe uma forma de dar acesso sem abrir tudo. O acesso de clientes com marca branca resolve esse problema: os clientes administram os seus próprios domínios, sob a sua marca, e não veem aquilo que não lhes diz respeito.
Esta página explica que permissões pode atribuir a um cliente, o que continua oculto e que questões deve resolver antes de ativar o acesso.
O problema de partilhar um painel
A maioria dos revendedores acaba numa de duas situações pouco satisfatórias.
Ou o cliente não tem acesso algum e cada alteração insignificante se transforma num pedido de suporte. Isto é viável com três clientes, mas torna-se impraticável com trinta, além de fazer de si o ponto de bloqueio para tarefas sem margem.
Ou o cliente recebe uma conta própria, o que implica outra subscrição, faturação separada e uma relação em que deixa de ser o fornecedor para passar a mero intermediário. Resolveu o problema do acesso entregando o cliente a outra empresa.
O acesso de clientes com marca branca é o meio-termo que falta na maioria das plataformas: uma única subscrição, a sua, com cada cliente limitado aos respetivos domínios. Mantém a relação comercial e a faturação, enquanto os clientes ganham a autonomia necessária para deixarem de lhe pedir as tarefas administrativas do dia a dia.
O que significa realmente limitar o acesso
Todo o modelo assenta numa regra: um cliente vê os seus domínios e nada mais. Não vê os domínios de outros clientes, as definições gerais da conta nem a vertente comercial.
Esse limite tem de ser aplicado em todo o sistema, e não apenas nas páginas que um cliente costuma visitar. Filtrar uma lista de domínios não chega. Todas as ações que alteram dados têm de verificar o mesmo âmbito; caso contrário, um cliente que guarde um URL ou altere um identificador pode chegar a uma área onde não deveria entrar. Este é o ponto que importa analisar em qualquer plataforma com acesso de clientes em marca branca, porque filtrar uma lista é simples, mas proteger todos os caminhos de escrita não é.
Faça um teste prático: pergunte o que acontece se um cliente alterar o identificador do domínio num URL e se a resposta é igual para consultar, editar e eliminar. Trata-se de uma falha no controlo de acesso, a categoria de vulnerabilidades mais comum nas aplicações Web, e os painéis multi-inquilino são um dos locais onde melhor se esconde.
As permissões que um cliente pode receber
O acesso de clientes com marca branca é atribuído por função e limitado a domínios específicos. Por isso, a pergunta certa é aquilo de que cada pessoa precisa, e não o plano que utiliza.
- Administração de caixas de correio. Criar, mudar o nome e eliminar caixas nos seus próprios domínios, definir quotas e enviar convites de configuração, para que os colaboradores escolham as próprias palavras-passe em vez de receberem uma já criada.
- Reposição de palavras-passe e recuperação de acesso. O pedido de suporte mais frequente fica resolvido sem a sua intervenção.
- Encaminhamento. Aliases, comportamento de catch-all e reencaminhamento dentro dos respetivos domínios.
- Diagnóstico. Estatísticas de spam e informações de entrega dos seus domínios, para conseguirem descobrir sozinhos por que razão uma mensagem não chegou.
- Acesso só de leitura para quem precisa de consultar informações sem poder alterar nada, como o responsável financeiro do cliente ou um membro menos experiente da sua própria equipa.
Os seus colaboradores utilizam o mesmo mecanismo. Uma pessoa responsável por três contas pode ficar limitada a essas três, reduzindo tanto as consequências de um erro normal como as de uma utilização indevida deliberada.
Os dois elementos que os clientes nunca veem
Duas categorias ficam deliberadamente invisíveis no acesso de clientes com marca branca, e ambas são importantes do ponto de vista comercial, não apenas técnico.
Faturação e planos. Os clientes nunca veem quanto custa a plataforma, que plano subscreveu ou quanto paga qualquer outro cliente. Não é um mero pormenor visual: é a diferença entre revender um serviço e apresentar os seus clientes diretamente ao fornecedor. Num alojamento com marca branca, estas áreas ficam ocultas para todos, incluindo o titular da conta, pelo que nem a partilha de um ecrã nem a curiosidade de um cliente podem revelar a sua margem.
Tudo o que pertence a outros clientes. Parece óbvio, mas importa dizê-lo porque esta é uma garantia que lhe vão pedir. Cada cliente vê apenas os seus domínios, as suas caixas de correio e as suas estatísticas.
Os recursos consumíveis também exigem atenção. Num alojamento com marca branca, os créditos de verificação são descontados apenas do saldo adquirido, e não da oferta mensal de um plano. Assim, um cliente que verifique uma lista extensa não consegue esgotar discretamente um recurso com o qual contava noutra conta.
Saber quem alterou o quê
Assim que ativa o acesso de clientes com marca branca e mais de uma pessoa pode fazer alterações, precisa de um registo. Na prática, este acaba por ser um dos aspetos mais importantes.
Um histórico de atividade que mostre os valores anteriores e posteriores responde à pergunta que realmente surge. Ninguém pergunta apenas se algo foi alterado, mas sim qual era o valor anterior. Um registo que diga que a quota de uma caixa de correio mudou é quase inútil; se indicar que passou de 5 GB para 500 MB, às onze horas de terça-feira, e identificar a pessoa responsável, contém a resposta completa.
Este histórico protege-o mais a si do que ao cliente. Quando um cliente insiste que não eliminou uma caixa de correio, o registo esclarece a situação sem discussões e evita que tenha de suportar o custo de um erro que não cometeu.
Questões a resolver antes da ativação
A configuração técnica do acesso de clientes com marca branca é rápida. São as decisões em seu redor que determinam se irá reduzir ou aumentar o volume de suporte.
Que clientes vão ter acesso? Nem todos o querem e alguns podem fazer mais mal do que bem. É perfeitamente razoável disponibilizá-lo apenas a determinados clientes.
O que podem estragar? Um cliente autorizado a eliminar caixas de correio também pode apagar uma caixa que ainda contém mensagens. Decida se as ações destrutivas devem fazer parte da função que vai atribuir ou se devem continuar reservadas para si.
Quem devem contactar quando precisam de ajuda? Como o acesso utiliza a sua marca, os clientes irão contactá-lo a si, e não a nós. É precisamente esse o objetivo, mas só funciona se os seus dados de suporte estiverem definidos no perfil da marca, como se explica em personalização do domínio.
O que acontece quando a relação termina? Remover o acesso de um cliente não deve afetar o correio, e os colaboradores não devem perder as caixas porque um administrador foi removido. Perceba como funciona essa separação antes de precisar dela, não durante uma conversa difícil.
O preço do suplemento
O acesso de clientes com marca branca alarga a subscrição White Label Lite existente, que custa $39 por mês ou $389 por ano, em vez de introduzir uma cobrança separada. Não existe uma tarifa por cliente nem um novo nível de plano, por isso as contas não mudam à medida que adiciona clientes.
Esta é a grande diferença comercial em relação às plataformas que cobram as funções de revenda por cada conta gerida. O seu custo é fixo, mas a sua receita não. Um revendedor com quarenta clientes paga o mesmo que outro com quatro, e os limites das caixas de correio vêm do plano principal, não do suplemento de personalização.
Enquanto estiver ativa, a subscrição também inclui um desconto de 10% sobre os preços atuais do Drive, algo importante se incluir armazenamento no serviço que vende.
Vale a pena ativar este acesso?
O acesso de clientes com marca branca não é automaticamente a solução certa. Uma avaliação honesta depende do perfil do seu negócio.
Se os clientes raramente pedem alterações e prefere ser a única pessoa a mexer na configuração, este acesso acrescenta uma área para gerir em troca de pouco benefício. Para muitos pequenos revendedores, é melhor manter o painel reservado e tratar dos pedidos à medida que chegam.
Torna-se interessante quando a administração de rotina consome tempo que não pode faturar, ou quando um cliente pede autonomia e a alternativa é perdê-lo para um fornecedor que a oferece. Isso costuma acontecer entre os dez e os trinta domínios de clientes, mas o melhor indicador está na sua própria caixa de entrada, não num número indicado numa página.
A capacidade essencial que deve avaliar é permitir aos clientes administrarem os próprios domínios, sob a sua marca e na sua subscrição. Isso muda aquilo que pode vender, não apenas o aspeto do serviço.