Uma assinatura de domínio é um rodapé definido uma única vez no domínio e usado por suas caixas de e-mail conforme o modo escolhido. A alternativa é pedir a cinquenta pessoas que mantenham o mesmo texto manualmente. Se dez delas copiarem esse texto para as configurações, você terá onze versões. Duas vão mostrar o cargo do ano passado. Uma terá o telefone do escritório antigo. Três terão colado tudo como imagem. Alguém removerá o aviso jurídico por achar que ficou longo, e outra pessoa colocará a assinatura acima da resposta, deixando quatro cópias empilhadas no fim de cada mensagem da conversa.
Não é um problema de disciplina, mas de projeto. Um texto comum mantido separadamente acaba ganhando versões diferentes.
A assinatura de domínio centraliza esse texto. As caixas do domínio o recebem conforme o modo configurado, inclusive aquela que alguém criar em março do ano que vem.
Por que as assinaturas individuais ficam diferentes
Quatro problemas explicam quase todos os casos.
As mudanças não chegam a todas as assinaturas. A empresa muda de marca, de endereço ou de número de registro. Um e-mail pede que todos atualizem a assinatura, mas só uma parte faz isso. Dois anos depois, algumas ainda mostram um endereço que a empresa já deixou.
Quem acaba de entrar copia a assinatura do colega mais próximo. A pessoa pede a um colega que envie a dele e herda a versão que estiver em uso, inclusive os erros, que assim se espalham.
As imagens falham. Uma assinatura feita como uma única imagem fica ilegível quando as imagens são bloqueadas, algo comum em ambientes corporativos, e seu texto não fica disponível para leitores de tela. O destinatário vê um retângulo vazio onde deveriam estar os dados de contato.
A posição varia. Alguns aplicativos colocam a assinatura acima do texto citado; outros, abaixo. Em uma conversa longa, isso pode ser a diferença entre uma assinatura no fim e onze espalhadas pelo histórico.
Uma assinatura centralizada reduz os dois primeiros problemas nas identidades às quais se aplica e permite definir a posição em um só lugar.
Três modos de assinatura de domínio: desativada, padrão e obrigatória
A aba Assinatura do domínio oferece três modos. Escolher o adequado é a principal decisão.
| Modo | Comportamento | Quando usar |
|---|---|---|
| Desativada | Não há assinatura de domínio. Cada pessoa administra a própria. | Equipes pequenas ou domínios em que as assinaturas realmente devem variar por pessoa |
| Padrão | Novas identidades de envio recebem inicialmente a assinatura de domínio. Os usuários podem editá-la ou substituí-la depois. | Você quer uma base consistente para novos integrantes sem impedir adaptações justificadas |
| Obrigatória | A assinatura de domínio substitui as pessoais em todas as identidades do domínio nos canais compatíveis. | Setores regulados, avisos obrigatórios ou situações em que não basta a maioria usar a assinatura |
Vale entender bem a diferença entre Padrão e Obrigatória: trata-se de uma política interna, não apenas de uma escolha técnica.
Padrão é um ponto de partida. Se a assinatura de domínio mudar depois, as identidades existentes mantêm o que já têm. Elas receberam um modelo, mas não ficaram vinculadas a ele. Esse modo serve quando a assinatura comum é uma facilidade, não uma exigência.
Obrigatória aplica a assinatura às identidades cobertas no webmail e na API, sem uma exceção individual. Se você alterar o texto, essas identidades passam a usar a nova versão sem uma campanha de atualização. É o modo indicado quando o responsável por conformidade pede uma comprovação de que as mensagens desses canais incluem o aviso. No modo Padrão, a resposta seria não; com aplicativos externos, também é necessário verificar o alcance.
A configuração é por domínio. Uma empresa com acme.com e acme-labs.com pode exigir rodapés diferentes em cada um, o que costuma ser necessário quando as entidades têm textos jurídicos distintos.
Onde a assinatura de domínio aparece
A segunda configuração define a posição em relação ao texto citado e muda visivelmente o resultado.
Antes do texto citado coloca a assinatura logo abaixo do que você acabou de escrever e acima do histórico. O destinatário lê a mensagem e seus dados juntos, sem rolar a tela. Em compensação, uma conversa longa acumula uma assinatura a cada resposta.
Depois do texto citado coloca a assinatura no fim de tudo. A nova assinatura fica sempre no mesmo lugar, embora o histórico possa conservar as anteriores. Em uma conversa longa, o destinatário talvez nunca role a tela até ela.
Como orientação, escolha antes para dados de contato que precisam ser vistos e depois para um rodapé jurídico cuja presença importa sem interromper a leitura.
O que está incluído e o que fica de fora
Aqui, ser preciso é mais importante do que apresentar o recurso como se alcançasse todos os aplicativos.
A assinatura de domínio se aplica às identidades de envio: os endereços do menu De no editor do webmail e as identidades disponíveis pela API. Quem escreve no webmail com uma identidade coberta recebe a assinatura em qualquer dispositivo, sem configuração local. Novas identidades a recebem conforme o modo escolhido.
Ela não altera as configurações de um cliente de desktop. Se alguém escreve no Outlook ou no Apple Mail, esse aplicativo monta a mensagem e usa a assinatura configurada nele. A mensagem não é reescrita durante o transporte para incluir um rodapé.
Esse limite é intencional. Inserir um rodapé na camada de transporte depois da assinatura altera o corpo da mensagem e pode invalidar o DKIM, criando um problema de entrega mais sério do que um rodapé inconsistente. Sistemas que inserem conteúdo precisam controlar a ordem da assinatura ou assinar novamente depois. Uma falha pode afetar a autenticação e a filtragem; veja por que o DKIM falha para entender o que o servidor de destino observa.
Na prática, se a assinatura precisa ser obrigatória, use os canais cobertos, como o webmail, nas caixas que devem incluir o aviso. Se uma equipe precisa de um cliente de desktop, configure a assinatura nesse aplicativo. Nesse caso, a configuração do domínio é o texto de referência a ser copiado, não um mecanismo que controla o cliente.
Avisos jurídicos, sem exagero
Um aviso no fim de um e-mail não cria, sozinho, uma obrigação jurídica universal. “Se você recebeu esta mensagem por engano, exclua-a” não substitui um acordo nem resolve uma disputa. O efeito depende da jurisdição e do contexto.
A utilidade real desses avisos é mais específica:
- Informações exigidas por lei. Algumas jurisdições exigem dados de registro da empresa na correspondência comercial. As regras britânicas para documentos empresariais e os requisitos alemães para cartas comerciais eletrônicas podem abranger e-mails. Verifique as obrigações atuais da sua entidade; o modo obrigatório ajuda a incluir essas informações nos canais cobertos.
- Comunicações reguladas. Serviços financeiros, saúde e atividades jurídicas podem estar sujeitos a requisitos específicos para correspondências enviadas.
- Avisos de confidencialidade. Não bastam por si só, mas podem fazer parte das medidas razoáveis de uma organização. Sua importância em uma disputa depende do caso.
Se o rodapé é um texto genérico que ninguém exige, avalie com a pessoa responsável se ele precisa ser mantido. Se contém informações obrigatórias, escolha o modo adequado e confira tanto o texto quanto os canais usados para enviar.
Como criar uma assinatura resistente
Os clientes de e-mail não exibem HTML da mesma forma. Além disso, uma assinatura acaba citada em mensagens de outras pessoas, encaminhada, impressa e lida em uma tela de 5 polegadas. Isso impõe algumas limitações.
Seja breve. Nome, cargo, empresa, um telefone e um link. Cada linha extra se repete nas respostas que conservam o histórico.
Não transforme toda a assinatura em imagem. Se ela for bloqueada, sobra um quadro vazio; os leitores de tela não recebem o conteúdo e o texto não pode ser pesquisado. Use texto de verdade. Para um logotipo, acrescente uma imagem pequena ao lado, com um texto alternativo útil.
Evite fileiras de ícones de redes sociais. Seis imagens pequenas bloqueadas podem virar seis marcadores de imagem ausente abaixo do seu nome.
Use tabelas para o layout apenas se forem necessárias. Alguns clientes deformam tabelas aninhadas nas respostas citadas. Uma assinatura correta no editor pode chegar com uma coluna achatada.
Teste em uma resposta, não só no editor. O editor não representa todos os contextos. Envie uma mensagem para você, responda duas vezes e examine o resultado. Ele se aproxima mais do que os destinatários veem.
Não inclua dados confidenciais. Números de celular diretos podem acabar em listas de e-mail, conversas encaminhadas e arquivos onde suas mensagens ficam guardadas.
Como implementar
- Escreva a assinatura e obtenha a aprovação do texto exato pelos responsáveis pela marca e pelas informações jurídicas antes de distribuí-la.
- Comece pelo modo Padrão e teste em uma caixa: escreva, responda, encaminhe e confira o resultado no celular.
- Escolha a posição: antes do texto citado para dados de contato, depois para o rodapé jurídico.
- Mude para Obrigatória apenas se precisar exigir a assinatura nos canais cobertos. Ela substitui as pessoais, então avise os usuários antes.
- Repita a configuração em cada domínio. As assinaturas não são herdadas entre domínios e normalmente não deveriam ser.
- Identifique quem usa um cliente de desktop: essas pessoas precisam configurar a assinatura localmente, usando o texto de referência do domínio.
Perguntas frequentes
A assinatura de domínio substitui as que já foram configuradas?
Somente no modo Obrigatória e nos canais cobertos. No modo Padrão, as identidades existentes mantêm sua assinatura; só as novas recebem a do domínio como base.
Departamentos diferentes podem ter assinaturas de domínio diferentes?
Não como assinaturas de domínio separadas dentro de um mesmo domínio: a configuração é por domínio. Se cada marca ou entidade usa um domínio próprio, cada um pode ter sua assinatura. Em um só domínio, o modo Padrão permite que as equipes adaptem a delas.
Ela aparece nos e-mails enviados pelo Outlook ou Apple Mail?
Não. Ela se aplica às identidades de envio do webmail e da API. Um cliente de desktop monta a mensagem e usa sua assinatura local. Não alteramos o corpo durante o transporte; uma mudança depois da assinatura poderia invalidar o DKIM.
Posso incluir um logotipo?
Sim, como uma imagem pequena hospedada, com texto alternativo, ao lado de texto real. Não transforme tudo em uma única imagem: o bloqueio de imagens é comum e deixaria um retângulo vazio.
A assinatura se aplica aos aliases?
Sim. As identidades do domínio incluem os aliases habilitados para envio. Uma mensagem de sales@ recebe, portanto, o mesmo rodapé que uma mensagem de um endereço pessoal do domínio, conforme o modo e o canal usados.
O que acontece se eu mudar a assinatura de domínio depois?
No modo Obrigatória, as identidades cobertas usam a nova versão. No modo Padrão, a alteração vale apenas para identidades criadas depois; as existentes conservam a assinatura anterior.
A assinatura de domínio afeta a entrega dos e-mails?
Não só por ser uma assinatura centralizada. O conteúdo e o formato podem influenciar: uma imagem grande com pouco texto é um dos fatores que alguns filtros consideram. É mais um motivo para usar texto real e uma parte da capacidade geral de entrega, não uma garantia de chegar à caixa de entrada.